Nas últimas duas décadas e meia, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar o eixo central da vida moderna. O que antes parecia ficção científica — cidades conectadas, máquinas inteligentes, decisões orientadas por dados — hoje faz parte da rotina. Vivemos a transição de um mundo analógico para um ecossistema digital que redefine como trabalhamos, nos comunicamos, consumimos informação e até como pensamos.
A internet foi o primeiro grande divisor de águas. Ela encurtou distâncias, democratizou o acesso ao conhecimento e transformou qualquer pessoa em potencial produtora de conteúdo. Em seguida, os smartphones colocaram o mundo no bolso, tornando a conexão constante e moldando novos hábitos sociais, econômicos e culturais.
Nos últimos anos, a inteligência artificial acelerou ainda mais essa mudança. Algoritmos passaram a recomendar o que assistimos, ouvimos e lemos; sistemas inteligentes automatizaram tarefas, criaram imagens, textos e códigos, e passaram a influenciar decisões estratégicas em empresas, governos e na vida pessoal. A tecnologia deixou de apenas responder comandos para começar a antecipar necessidades.
Ao mesmo tempo, redes sociais redefiniram a noção de identidade, visibilidade e influência. Vozes antes invisíveis ganharam espaço, mas também surgiram novos desafios: desinformação, exposição excessiva, dependência digital e dilemas éticos sobre privacidade e uso responsável da tecnologia.
Esses 25 anos não mudaram apenas os dispositivos — mudaram comportamentos, relações humanas e estruturas de poder. A tecnologia passou a refletir tanto o melhor quanto o pior da sociedade, funcionando como um espelho ampliado das nossas escolhas.
O futuro segue aberto. A grande questão já não é mais o que a tecnologia é capaz de fazer, mas como escolhemos usá-la. Depois de 25 anos de transformações profundas, fica claro que a tecnologia não é apenas sobre inovação — é, sobretudo, sobre humanidade.